A prática cartográfica é desenvolvida na Rede de acolhimento de crianças autistas entre 1969 e 1980. “Mapa” é uma noção geral e bastante alargada que diz respeito a todo desenho feito pelas diferentes “presenças próximas” (e não portanto por Deligny, nem pelas crianças autistas). Os mapas concernem as “áreas de convivência” (aire de séjour) e descrevem uma criança ou várias crianças autistas (seus gestos, atitudes e deslocamentos), os adultos presentes, a localização dos objetos. Eles possuem diferentes formatos e costumam ter um mapa de base acompanhado por transparências (calques) que se sobrepõem à imagem de base, tudo traçado pela presença próxima. O mito conta que esses mapas surgiram de forma casual, como uma indicação de Deligny a Jacques Lin, uma presença próxima que vivia acampada no Serret. Jacques Lin, sem saber o que fazer em relação às crises de uma criança autista, pede a ajuda de Deligny. Este lhe propõe então, em vez de fazer algo, em vez de intervir diretamente nas crises, que ele se afastasse e tentasse apenas traçar os movimentos da criança.