Primeiro ponto: Deligny diz assumir uma posição, e esta é uma posição de guerrilha: a luta asilar. Essa luta, pela sua supressão ou pela sua reforma, aparece
entretanto capturada constantemente em uma armadilha: o discurso da norma. Como melhor normalizar o doente mental? A ideia de norma reenvia a uma dada concepção do homem, do que significa ser homem. Mas não é o homem que interessa a Deligny – é, como veremos, o humano. Trata-se então de buscar não uma filosofia, não uma concepção, não uma teoria, mas uma prática: prática essa que não se deixa compreender por um código, que não busca interpretar o que é feito pelas crianças ditas anormais. [ mais ]

 

 

Marlon Miguel, “Guerrilha e resistência em Cévennes” / revista Trágica 8/1, 2015
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